quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Conheça a primeira mulher negra a assumir a Casa Militar de SP

coronel-helena-reis-sera-a-nova-secretaria-chefe-da-casa-militar 
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Em 1989, aos 18 anos, Helena Reis ingressou na Academia de Polícia Militar do Barro Branco, em São Paulo. Fazia parte do primeiro grupo de mulheres a entrar no tradicional curso de cadetes, sendo a única negra dentre as 15 ingressantes que juntaram-se aos 180 alunos homens da turma.
Na quinta-feira (19), a coronel Reis foi empossada para comandar a Secretaria da Casa Militar e a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de São Paulo. Antes dela, o alto cargo militar, existente desde 1920, só havia sido ocupado por uma mulher – Reis é a primeira negra na posição.
“Existe uma carência de representatividade no campo militar. Fico feliz em ser um pouco desbravadora e um espelho para as próximas; é mais uma responsabilidade”, disse a secretária a CLAUDIA.
Até o ano anterior à sua entrada na Barro Branco, os caminhos para homens e mulheres ingressarem na Polícia Militar de São Paulo eram distintos. Elas entravam como sargentos para, após um ano, prestar concurso e se tornarem oficiais.
“As mulheres eram direcionadas a setores de assistência social, porque entendia-se que eram as funções que estariam habilitadas para exercer”, explica Reis. “Naquela época, eu não poderia ocupar a posição em que estou hoje”. A porta de entrada para a carreira militar e a formação foram então igualadas.
As mulheres passaram a ser aceitas em todas as modalidades militares dez anos depois. Da turma de Reis na Academia Militar, saíram a primeira as primeiras oficiais nos bombeiros e na cavalaria. No entanto, os quadros ainda eram separados por gênero, bem como os concursos para novos soldados – o que mudou em 2011.
“Soldado é soldado sendo homem ou mulher”, diz. A concorrência a novas vagas é aberta para ambos, mas o número de ingressantes nos quadros militares ainda é majoritariamente masculino: mais de 80% dos novos soldados são homens. Na tropa de policiamento, elas são 12%.
Nos cargos de alto comando, a proporção é ainda mais desigual. A posição mais alta, de comandante geral da polícia, nunca foi ocupada por uma mulher. “Para atingir o topo da hierarquia, são necessários vários anos. Como demoramos a conquistar igualdade nas funções, a equiparação no comando levará muito tempo”, explica a secretária. “Tenho total certeza que vamos chegar lá em breve”.
Nas polícias do estado, não existem cotas para negros e mulheres ampliarem a representatividade. “Há pouca diversidade em todas as instituições: nas faculdades, na câmara… Na polícia não seria diferente”.

 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Governo discute prioridades na políticas de mulheres para 2017



Estiveram reunidos, nessa quinta-feira (19), na Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres(SPM), o ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes e a secretária especial de Políticas para as Mulheres, Fátima Pelaes e equipe, para discutir ações de promoção da igualdade entre homens e mulheres e o enfrentamento a violência para a mulher em 2017.
Entre os projetos discutidos, estão a inauguração de novas unidades da Casa da Mulher Brasileira, a capacitação da Rede Nacional de Enfrentamento à Violência, criação de diretrizes para o serviço de responsabilização e educação do autor de violência, dentre outras ações.
O ministro da Justiça pontuou a importância dos políticas para as mulheres para o governo. A secretária especial Fátima Pelaes ressaltou que o planejamento da SPM está focado na Plano Nacional de Políticas para as Mulheres e os resultados da 4 ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, realizada em 2016.
“Além do enfrentamento à violência, vamos trabalhar ações integradas, promovendo a autonomia econômica das mulheres, incentivando a criação de secretarias municipais de políticas para as mulheres, à saúde integral e reprodutiva, a educação para a igualdade entre homens e mulheres e ampliação da participação nos espaços de poder”, defendeu.
Participaram da reunião as secretárias de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Silvia Rita Souza e Adjunta, Betânia Assis, de Articulação Institucional e Ações Temáticas, Ericka Filippelli e Adjunta, Irina Storni e secretária adjunta de Políticas do Trabalho e Autonomia Econômica das Mulheres, Ana Paula Tongo.  

Comunicação Social
Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres – SPM
Ministério da Justiça e Cidadania
Governo Federal

Cultura, esporte e cidadania como estratégia de empoderamento das mulheres



A realização de projetos e parcerias foi o assunto que predominou na reunião de hoje (24) entre a secretária Especial de Políticas para as Mulheres, Fátima Pelaes, e representantes da Central Única das Favelas – Cufa, entre eles o presidente Preto Zezé.
“Para a SPM/MJC, abrem-se inúmeras possibilidades de trabalho por meio de parcerias com a Cufa, por ser uma organização voltada ao público jovem, feminino e negro”, considera a secretária. Preto Zezé explicou que as atividades são voltadas para todos os setores, como arte, esporte, saúde, tecnologia, educação, moda, “sempre explorando as potencialidades dos jovens de cada comunidade e incentivando o desenvolvimento de outras”.
Fátima Pelaes aposta na prevenção à violência contra as mulheres e na promoção da igualdade de direitos, exatamente com ações focadas na juventude, “onde começa a desconstrução da sociedade machista”.
Ela enfatizou que é tarefa do Estado dar oportunidade às adolescentes e jovens mulheres de sair da invisibilidade e mostrar seus talentos: “a cultura, o esporte, o empreendedorismo, entre outras áreas, são excelentes universos de empoderamento da mulher e exercício da cidadania feminina”.
Durante o encontro, SPM e Cufa concordaram que as iniciativas devem ser conjuntas, envolvendo outros órgãos do Governo que trabalham com o mesmo público, para que os resultados sejam robustos. Por isso, uma nova reunião deverá ocorrer já na próxima semana.
Também participaram Leonardo Ribeiro (Cufa/BA), Bruno Kessler (Cufa/DF), Marciele Delduque (Cufa/MG) e Kilvia Teixeira, assessora especial do gabinete da SPM.

Comunicação Social
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

O que é "assédio sexual"?

 
Como saber se a cantada do chefe é assédio sexual? Por definição assédio sexual é fazer uso do cargo ou autoridade sobre funcionário subalterno para obter favores sexuais. Se você deu bola pro chefe e ele a convidou pra sair, isso por si só não caracteriza assédio sexual. Pode ser antiético, mas assédio também pode não ser.

Agora, se o seu chefe ao menos insinuar, ou contar uma história comprida sobre uma funcionária que ele cantou e não topou e foi demitida, você está sofrendo assédio.

Normalmente quando sofremos assédio sexual (e quem é que já não sofreu?) algo em nosso interior dispara um alarme e nos sentimos desconfortavelmente constrangidas. Se começamos a "pisar em ovos" é porque lá no fundo sabemos que um "não" pode implicar em retaliações.

O problema do assédio sexual é que se não for devidamente provado (ao reclamante cabe o ônus da prova) a coisa não irá adiante e aí sim você sofrerá as consequências. Outras funcionárias que já "cederam à pressão", longe de apoiarem, podem não querer contar o que sofreram (afinal ninguém ficou sabendo e já é passado). 

Na verdade até eventuais testemunhas irão jurar de mãos sobre a Bíblia (as duas mãos se possível) que não viram nem ouviram nada, que não sabem de nada e que você é uma doida varrida, dessas de hospício mesmo, que tomam Gardenal pra não babar em cima da mesa, porque também querem preservar o emprego. Um chefe capaz de demitir uma funcionária que se negou a conceder favores sexuais também irá demitir qualquer um que testemunhar contra ele.

Infelizmente no Brasil até as vítimas de estupro são vistas com desconfiança, ainda prevalece a visão machista de que se o homem avançou é porque "a mulher deu corda", "deu entrada", "não se comportou como devia", "não se vestia como devia", e outras desculpas esfarrapadas que não justificam absolutamente nada.

Na verdade não interessa (ou não devia interessar) a roupa que você veste ou se é mais ou menos simpática. Se o chefe resolveu usar seu "poder" sobre você como funcionária para "forçá-la" a fazer algo que não quer fazer, é um canalha. 

Enquanto nós nos calarmos e cedermos, estamos dando nosso respaldo e contribuindo para que os canalhas como esse continuem sempre se saindo bem. Coragem, denuncie! Enfrente, ponha o salafrário em seu devido lugar. Se no final das contas você acabar sendo demitida, garanto que emprego a gente arranja outro mas os nossos valores, uma vez deixados de lado por causa de ameaças, pressão ou o que seja, infelizmente serão bem mais difíceis de restaurar.

Como eu disse lá no começo, a maioria de nós (infelizmente) sofre, sofreu ou sofrerá assédio sexual, de forma velada ou na cara dura mesmo. Será que vale a pena abrir mão de algo em que você acredita por causa de um emprego? Não sei quanto a você, mas garanto que "moral, virtude, sinceridade, honestidade", para mim têm mais valor que um emprego ou uma promoção. E cada vez que uma de nós cede, abre caminho para que muitas outras sejam pressionadas no futuro. Portanto, pense bem. Pense por você, e também por todas nós.


 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Direitos da mãe trabalhadora que amamenta

Promoção da Saúde


 

Para a maioria das mulheres a maternidade é um período de transformações no corpo, nos hábitos e no dia a dia. As mudanças prevalecem mesmo depois do nascimento do bebê. Após a licença-maternidade, a mãe que trabalha fora precisa ajustar a rotina para continuar amamentando, mas sem deixar de lado o trabalho. Diferentemente de anos atrás, hoje a maioria das mulheres está no mercado de trabalho, e muitas delas são as únicas responsáveis pela criação dos filhos e pela renda familiar.

Amamentar é uma parte fundamental do cuidado com o bebê. O leite materno é o melhor alimento para a criança, além de proporcionar contato físico, carinho, estímulo e proteção contra doenças. Mas conseguir amamentar e, ao mesmo tempo, trabalhar fora de casa pode ser difícil.

No Brasil, desde a Constituição Federal de 1988, mulher empregada com contrato de trabalho formal (carteira assinada) tem direito a alguns benefícios previstos em lei que podem ajudar neste período. Além disso, cada relação de trabalho – quer seja mediante a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), quer seja pelo funcionalismo público, por profissional autônomo ou empregada doméstica – pode ter benefícios próprios. Outras situações também foram contempladas por leis de proteção ao período da maternidade, como o caso das mães estudantes, das mães adotivas, das mulheres privadas de liberdade e das trabalhadoras rurais.

Para que as mulheres trabalhadoras consigam seguir a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde de amamentar por 2 anos ou mais, sendo exclusivamente no peito nos 6 primeiros meses, é fundamental que após a licença-maternidade elas tenham o apoio dos empregadores. Uma forma de ajudar é disponibilizar salas de apoio à amamentação, a fim de prover um ambiente acolhedor e adequado à coleta e ao armazenamento do leite, para que ele seja oferecido posteriormente para a criança com segurança e qualidade.

 A servidora pública Priscila Araújo, 29 anos, vai voltar ao trabalho em setembro após cumprir a licença-maternidade. “Trabalho em um órgão público que disponibiliza creche para crianças que são amamentadas. Vou levar meu filho comigo para ele continue mamando, e vou usar meus intervalos para isso. Ele pode ficar nesta creche até completar 1 ano e 2 meses, mas eu pretendo amamentar mais, se for possível”, conta.

Conheça alguns dos direitos garantidos as mães trabalhadoras:

GESTANTE: pela Constituição Federal, fica proibida a demissão sem justa causa ou arbitrária da trabalhadora gestante, dando estabilidade no emprego desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.

CRECHE OU BERÇÁRIO: os estabelecimentos em que trabalham pelo menos 30 mulheres com mais de 16 anos de idade deverão ter local apropriado onde seja permitido às empregadas deixar, sob vigilância e assistência, os seus filhos durante a amamentação.
Ficam as empresas e os empregadores autorizados a adotar o sistema de reembolso-creche, em substituição à exigência de creche no local de trabalho.
A exigência também pode ser suprida por meio de creches distritais mantidas por convênios com a empresa ou com outras entidades públicas e privadas ou a cargo do SESI, do SESC e das entidades sindicais.

PAUSAS PARA AMAMENTAR: para amamentar o filho, a mulher tem direito a dois descansos especiais, de meia hora cada um, durante a jornada de trabalho, até o 6º mês de vida do bebê, além dos intervalos normais para repouso e alimentação. A mulher pode tentar um acordo com o seu chefe para flexibilizar o horário; assim, ela poderia juntar os dois intervalos de meia hora e entrar ou sair uma hora mais cedo ou mais tarde do trabalho.
Quando a saúde do filho exigir, o período de 6 meses com as pausas para amamentar poderá ser ampliado, a critério do médico.

LICENÇA-MATERNIDADE: a Constituição de 1988 garante para todas as mulheres trabalhadoras sob o regime CLT o direito a 120 dias de licença.
Algumas dicas:
• Se for possível e desejado, leve o bebê pequeno com você ao trabalho ou peça para alguém levá-lo ao trabalho para ser amamentado.
• Converse com o patrão para ver a possibilidade de você ter maior flexibilidade nos horários de trabalho (chegar mais tarde, sair mais cedo, reduzir a carga horária, trocar de horário com alguma colega).
• Fale e explique ao seu patrão e aos seus colegas a importância de amamentar. Explique especialmente que o leite materno protege seu filho (que ficará menos doente) e que, assim, você faltará menos ao trabalho e estará mais contente. Explique tudo isso também aos seus familiares.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Primeira mulher eleita prefeita de Tarauacá, Marilete Vitoino é empossada






 
Marilete Vitorino entrou para à historia ao se tornar 
a primeira Mulher eleita pelo voto direto a prefeita de Tarauacá.
foto: ( Jardy Lopes)

A primeira mulher eleita prefeita de Tarauacá, Marilete Vitorino de Siqueira, a ‘Marilete Vitorino’ (PSD), 54 anos, tomou posse neste domingo (1º). O cargo foi transmitido pelo agora ex-prefeito Rodrigo Damasceno Catão (PT), a quem a nova chefe do executivo irá suceder. O vice-prefeito, Francisco Feitosa Batista (PP), também foi empossado em uma cerimônia realizada na Câmara Municipal de Tarauacá, que estava lotado.
Nessa nova Legislatura temos duas representantes do sexo feminino. 
                                               Nerimar Cornelia de Jesus Lima conhecida como 
                                                        Veinha do Valmar(PDT)

 
Janaína Araújo Furtado(REDE)
 

A participação da mulher na política é imposta pela Legislação Eleitoral. De acordo com a Lei nº 9.504, em vigor desde 1997, ao menos 30% das vagas de candidatos devem ser destinadas às mulheres, no entanto, nem sempre os partidos cumprem a exigência e acabam colocando apenas para cumprir o que diz a Lei.



                              
                                                            Mesa Diretora eleita
                                                                       Foto: (Jady Lopes)
                              
                                                               Ato da Posse
                                                           Foto: (Jady Lopes)
 
A posse da nova prefeita e do vice foi dada pelo vereador Carlos Tadeu Lopes da Silva (PCdoB), o ‘Carlos da Saúde’, eleito presidente da Câmara horas antes, em sessão realizada na sede do legislativo, que também deu posse aos vereadores eleitos em outubro do ano passado. A composição da Câmara Municipal de Tarauacá para a legislatura (2017-2020) será a seguinte: Carlos Tadeu(PCdoB), Ezi Aragão  (PT), Radames Leite (PSB), Raquel Souza (PT), Príncipe (PT), Lauro Benigno(PCdoB), Narso Kaxinawá (PCdoB), Veinha do Valmar (PDT), Diógenes Leão (PSD), Janaina Furtado(REDE)e Valdo do Ó(PMDB).
 

 
                                  
                                  Prefeita fala ao povo presente
                                                                  Foto: (Jardy Lopes)
Em sua fala ao blog do Accioly. A prefeita Marilete agradeceu a todos que de alguma forma contribuíram para sua vitória. Agradeceu aos seus familiares, lembrou de seu pai, o saudoso ex- prefeito Odilon Vitorino. Lembrou ainda que todos são responsáveis pelo combate a corrupção que assola o país. Lamentou estar recebendo a cidade com uma série de problemas. 
"Convido a todos a se unirem pensando no futuro e não ficarmos presos à justificativas e culpando o governo passado", disse Marilete. Por fim reafirmou seus compromissos de campanha e agradeceu ao partidos e candidatos de sua coligação e a toda a militância da campanha. 
 
 
Eleitos Emposados
Foto:(Jady Lopes)