terça-feira, 19 de julho de 2016

Mulheres fazem 'mamaço' em shopping de Santa Catarina que proibiu mãe de amamentar filha

MAMAO 
 
Apesar de terem seus direitos garantidos por leis estaduais, muitas mães ainda sofrem discriminação ao amamentarem em locais públicos. Mas, com uma mobilização na internet, um grupo de mães decidiu reivindicar seus direitos realizando um "mamaço" diante de todos.
No último domingo (17), dezenas de mulheres participaram de um protesto na praça de alimentação do shopping em Lages, em Santa Catarina. A manifestação foi convocada depois que uma mãe foi "orientada" pelo segurança do shopping a se retirar da praça de alimentação e amamentar sua filha no fraldário, dentro do banheiro.
Indignada, a mãe desabafou o que aconteceu no Facebook e o post gerou milhares de compartilhamentos. Nele, a mãe lembrou que existe a Lei estadual 16.396, aprovada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina em maio de 2014, que prevê multa a qualquer estabelecimento que proíba mães de amamentarem em locais públicos.
Após a postagem, o grupo Mães in Verso convocou mães para participarem de um "mamaço", protesto em que todas amamentaram seus filhos no mesmo local em que a mulher foi impedida. Não só as mães participaram: o evento teve participação de toda a família.
O (lindo) protesto foi registrado postado no grupo no mesmo dia.
"Foi lindo, mamães e apoiadores mostrando o quanto amamentar é lindo e puro. O preconceito precisa acabar", disse a fotógrafa Ana Steil, que registrou a manifestação. No grupo, as mães elogiaram a participação de tod@s:
"Passamos nossa mensagem à sociedade e às mães que amamentam com muito AMOR: Chega de constrangimento! Amamentar é natural! Mães que amamentam precisam de apoio, acolhimento e incentivo. Foi maravilhoso ver tantas famílias acreditando no poder do leite materno e promovendo essa reflexão a toda a sociedade", escreveu. 

"Quem não sabia do mamaço, ficou surpreso com a quantidade de bebês mamando no Shopping. Assim, conseguimos passar o nosso recado: Nós, mães de bebês, existimos! Gostamos de frequentar locais públicos! Temos vida social! Somos o alimento dos nossos filhos, portanto, vai ter bebê mamando sim, e vai ser na hora que ele sentir fome e no local onde nos sentirmos mais confortáveis!"

Angelina Jolie agora também será professora em estudos de gênero em Universidade de Londres

ANGELINA JOLIE 
LOUISA GOULIAMAKI/AFP/Getty Images | LOUISA GOULIAMAKI via Getty Images   

Não bastasse ser uma atriz, diretora, embaixadora da boa vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), mãe de seis filhos e ativista social, Angelina Jolie agora também é professora de estudos sobre gênero.
A atriz irá lecionar, a partir de 2017, como professora visitante no novo programa de mestrado do Centro para Mulheres, Segurança e Paz da London School of Economics, de acordo com uma declaração publicada nesta segunda (23) no site da Universidade.
Seu trabalho será dar palestras e participar de oficinas com os estudantes, compartilhando de suas experiências pela luta dos direitos das mulheres refugiadas ao lado de diversos governos e das Nações Unidas.
No comunicado da Universidade, ela disse que está muitíssimo animada com a criação deste programa de mestrado e que espera que outras instituições acadêmicas sigam o mesmo exemplo:
"É essencial que ampliemos a discussão sobre como avançar e melhorar os direitos das mulheres afim de acabar com a impunidade de crimes que afetam num magnitude desproporcionalmente maior as mulheres, como a violência sexual em situações de conflito", afirma.
O Centro para Mulheres, Segurança e Paz foi criado em fevereiro de 2015 por William Hague, político britânico, e por Jolie em decorrência do trabalho em conjunto dos dois na Iniciativa de Prevenção da Violência Sexual em Conflitos (PSVI), co-fundada em 2012.
O Centro é um espaço acadêmico pioneiro voltado a estudiosos, ativistas, políticos e estudantes para desenvolver estratégias que promovam justiça, direitos humanos e participação política de mulheres em regiões afetadas por conflitos de guerra ao redor do mundo.
O intuito é promover a igualdade de gênero e aumentar a participação econômica, social e política das mulheres, além de respaldá-las com segurança.