terça-feira, 18 de agosto de 2015

Marcha das Margaridas defende direitos sociais e democracia

Manifestação
Movimento das mulheres rurais chega a Brasília para a 5ª edição da manifestação, que vai ocorrer nos dias 11 e 12, na capital federal

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Ação estratégica das mulheres do campo por um País mais justo e igualitário, a Marcha das Margaridas chega a Brasília para a 5ª edição da manifestação, que vai ocorrer nos dias 11 e 12, na capital federal. Em depoimento exclusivo ao Portal Brasil, a secretária de Mulheres Trabalhadoras Rurais, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag),Alessandra Lunas, afirmou que o movimento social defende a democracia e a classe trabalhadora.
"As Margaridas estarão nas ruas, principalmente, trazendo a voz de todo o Brasil, a voz da classe trabalhadora, não só do campo, em defesa da democracia, em defesa da não redução de direitos da classe trabalhadora (...)", ressalta. "E, acima de tudo, (...) a igualdade de gênero, um País mais justo, soberano e igualitário entre homens e mulheres", afirma Alessandra.
Segundo a ativista, representantes do movimento começaram a se deslocar de seus estados no sábado. "Estado do Acre (...), Rio Grande do Norte, enfim, do Brasil todo. A maioria dos estados já está a caminho de Brasília", acrescenta. Alessandra salientou que a Marcha também defende a preservação dos valores democráticos.

Mulheres paraibanas 
Um grupo de 250 mulheres se aproxima de Brasília e deve chegar à capital federal na noite de hoje (10) ou na madrugada de terça-feira (11). Elas partiram do município de Campina Grande, no estado da Paraíba (PB), percorrendo cerca de 2 mil km.
A Marcha das Margaridas é um movimento inspirado na líder sindical paraibana Margarida Maria Alves, assassinada em 1983 por conta de sua militância em favor dos direitos humanos e da classe trabalhadora. Antes de 2015, as Margaridas haviam marchado em 2000, 2003, 2007 e 2011.

Créditos: Roberto Stuckert Filho/PR

Sepmulheres realiza conferência de políticas para as mulheres no Juruá.

Por Flaviano Schneider em 07/08/2015 - 4:56 PM
Concita Maia destacou a pluralidade da mulher acreana (Foto: Onofre Brito)
                                  Concita Maia destacou a pluralidade da mulher acreana (Foto: Onofre Brito)

Com o objetivo de levantar diretrizes para a construção dos planos municipais de políticas para as mulheres, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Políticas para Mulheres (Sepmulheres) está realizando conferências no Vale do Juruá. Nesta sexta-feira, 7, a conferência foi realizada em Rodrigues Alves, com a participação de mulheres de Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima.
Para a gestora da pasta, Concita Maia, as conferências são a oportunidade de o governo estadual e os municipais ouvirem as demandas das mulheres: “Queremos renovar nosso contrato com a vida, despertar novamente nossos sonhos e avançar nas políticas de gênero”, disse.
Mônica: “A mulher é valorizada em Rodrigues Alves” (Foto: Onofre Brito)
Mônica: “A mulher é valorizada em Rodrigues Alves” (Foto: Onofre Brito)
A secretária mencionou a “pluralidade feminina no Acre” e destacou as parteiras presentes à conferência realizada no dia 4 em Marechal Thaumaturgo, e as trabalhadoras rurais na conferência realizada em Porto Walter, no dia 5.
Dentre os eixos que estão sendo discutidos estão autonomia econômica e social; igualdade no mundo do trabalho e desafios do desenvolvimento sustentável; autonomia pessoal com foco na saúde das mulheres; direitos sexuais e direitos reprodutivos e ainda autonomia pessoal, visando o enfrentamento de todas as formas de violência.
A primeira-dama de Rodrigues Alves, Mônica Freitas, agradeceu a presença das mulheres à conferência. Para ela é de suma importância se reunir e se discutir políticas públicas para as mulheres. Ela destaca que em Rodrigues Alves o município já constituiu o conselho das mulheres e tem na prefeitura uma assessoria dedicada exclusivamente a elas.